Natalia Candido

Ópera teria maior êxito se houvesse apoio, diz tenor brasileiro

In Artigos on April 27, 2010 at 5:49 am

Um artigo que acho interessante postar aqui, saiu na folha online:

A ópera poderia chegar em alguns anos aos níveis de aceitação do público europeu e norte-americano nos países das América Central e do Sul, se as autoridades apoiassem com maior afã o estilo, acredita a tenor brasileiro Thiago Arancam.

Isso porque é cada vez mais numerosa a lista de cantores líricos de países como a Argentina, Chile e Peru que alcançam sucesso nos palcos mais respeitados da ópera mundial. Para ele, o crescimento do interesse dos músicos poderia atrair os compatriotas a gostar de ópera se os Governos assim ajudassem, afirma o jovem.

Em entrevista concedida à Agência Efe em Las Palmas de Gran Canaria, onde nesta semana ele é o protagonista masculino de “Tosca” no 43º Festival de Ópera da cidade, Arancam lamentou que em seu país a presença de sua arte ainda “seja muito fraca”.

Um cenário que a atitude das autoridades teria condições de superar com a abertura dos teatros que costumam ficar sempre fechados e “o apoio às produções operísticas”, acrescentou o tenor.

Apesar disso, Arancam considera que há espaço para a esperança, na medida em que “nos últimos três anos isso mudou muito. O público começa a apreciar a ópera, a escutá-la”, embora por uma pequena minoria.

“Países como o Brasil e o Peru é possível que essa música tenha maior tradição no futuro, devido ao surgimento de novos cantores”, opina.

Para o tenor, o fato de ser procedente de um país onde o estilo musical não tem a tradição que ele gostaria, o torna ainda mais orgulhoso de sua trajetória, pois triunfou como cantor de ópera.

“Acho que a vida me presenteou com esta oportunidade, porque em minha família ninguém cantava nem amava a ópera, ninguém conhecia ópera”, declarou.

Arancam, que conquistou o reconhecimento em palcos de Milão, Frankfurt e Washington, avalia sua passagem pelo Festival de Ópera de Las Palmas de Gran Canaria como “uma grande oportunidade”.

Sua produção inclui “grandes nomes da lírica, como Norma Fantini”, que já entrou em cena em edições anteriores do festival, quando “vieram cantores como Domingo (Placido), Carreras (José), e tantos outros”, disse.

“Eu tenho um repertório que é sempre um sonho para todos os cantores com o meu timbre de voz, tenho realizado o sonho de cantar os personagens já feitos por outros grandes tenores. Posso dizer: eu também cantei ‘Tosca’ como Domingo e [Mario] del Mônaco, é fantástico poder cantar o mesmo repertório que eu escutava quando era menino e me fascinava”, acrescentou.

As conquistas são muitas, porém o tenor sabe que ainda tem um longo caminho pela frente dentro da profissão.

“No futuro espero fazer ‘Turandot’ e ‘Manon Lescaut’ e, daqui a dez, 15 anos, ‘Otelo'”, projetou.

Atualmente, sua agenda de atuações segue bastante cheia, com entrevistas que incluem, nas próximas semanas, sua passagem pela Polônia, para fazer “Carmen” de Bizet, Letônia, França e os Estados Unidos, onde se apresentará em São Francisco para cantar “Cyrano de Bergerac” com Plácido Domingo.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u725518.shtml

Pra quem nunca ouviu o Thiago Arancam:

  1. Teve recentemente repercutindo na mídia a história de uma menina daqui de PE que era mto pobre, tocava piano e um cara de uma dupla sertaneja,acho q o Zezé, deu um piano pra ela e tals… antes, uns quatro anos antes disso, eu vi no Teatro Sta Isabel uma menina, a Priscilla Dantas, tocar maravilhosamente. E aí faz -se uma badalação na semana, passa no Fantástico, como passou essa menina q ganhou o piano de Zezé, e depois…parece aquela história do “dia de princesa” q tinha na Tv q o cara ia lá, levava a menina pra o shopping tomar banho de loja, mas pelo menos até onde eu sei, não tinha melhoria real nenhuma na vida dela. Mesma coisa, as autoridades, ou um desses institutos q tem por aí, poderiam pegar tantos talentos q nós temos e dar condições pra eles estudarem e viverem de seus talentos. Não apenas aparecerem na TV ganhando um piano do Zezé e logo depois ninguém saber nem o nome.

    • com relação a esses talentos, creio que o problema maior é o circo que a mídia cria em torno. pq se houvesse alguma escola de música séria ofereceria bolsas de estudo. e eu lembro desse caso, muito bom ter ganho o piano, mas não se pode esquecer do estudo. pra se ter uma carreira musical demora-se muito e são anos de estudo. e no brasil não se ganha dinheiro com isso tb, oq é uma pena. mas confesso que não se pode colocar a culpa nos governos, se ela já faz recitais, significa que existem pessoas que investem nela. esse caminho é longo mesmo e demanda tempo. sei como é, mas não se pode desistir, mesmo que não vire uma estrela o legal da música é poder executar peças dos sonhos…acho que isso é maior do que qualquer reconhecimento.
      sucesso pra priscila!!!

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